Ministro garante que reapreciação de provas está terminada exceto em "casos pontuais"

Ministro garante que reapreciação de provas está terminada exceto em "casos pontuais"

O ministro da Educação garantiu esta quinta-feira que estão terminados todos os pedidos de reapreciação de provas.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Paulo Cunha - Lusa

Em declarações à RTP, Fernando Alexandre assegurou que “hoje todos os pedidos de reapreciação estão terminados, todas as notas da segunda fase estão publicadas dentro do prazo e todos os estudantes têm condições para concorrer ao Ensino Superior”.O governante referiu, porém, que “no fim de semana o Júri Nacional de Exames recebeu 212 reapreciações 15 dias depois do prazo”.


“Esse atraso de 15 dias obviamente tem de ser explicado. Estamos a falar de casos pontuais, são 212 em 90 mil provas”, explicou.


“Ontem todas essas notas já tinham sido comunicadas. Hoje havia dois casos - mais uma vez um erro de uma escola, neste caso um colégio privado que identificou mal o pedido. Não era uma reclassificação, era uma reapreciação”.
Sobre os apoios ao alojamento para alunos bolseiros, o ministro da Educação garantiu que a não obrigação da apresentação do contrato de arrendamento serve para simplificar o processo.

Fernando Alexandre vincou que, com esta mudança, os estudantes bolseiros vão poder escolher se querem ou não viver na residência universitária.

Ao contrário do que existiu até este ano letivo, com “o valor que é entregue ao aluno – que neste caso aumenta para 160 euros face aos 92 que eles recebiam” - este pode “optar por ir viver com os amigos para um apartamento, por exemplo”.

“Se não houver camas disponíveis nas residências, o aluno nesse caso não recebe os 160 euros, recebe um valor que está publicado na portaria que é o valor estimado do custo de alojamento na cidade onde ele está a estudar”, acrescentou o ministro.

Para Lisboa são 500 euros, seguida de Cascais, com 488, e Oeiras, com 459. No Norte, o Porto tem um valor de 419 euros, Matosinhos de 395 e Vila Nova de Gaia de 367. Em Coimbra, o apoio ronda os 338 euros.
“Neste caso, o que acontece é que o estudante recebe o valor e faz com ele o que melhor entender”, disse Fernando Alexandre.
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